Da captura subjetiva à imaginação coletiva: contribuições para pensar outros mundos possíveis

Da captura subjetiva à imaginação coletiva: contribuições para pensar outros mundos possíveis

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5027/psicoperspectivas-Vol25-Issue1-fulltext-3700

Palavras-chave:

enquadramentos interpretatvos, percepção coletiva, produção de verdade, subjetividade

Resumo

A possibilidade de outros mundos não depende da vontade política do momento, muito menos da mera inovação técnica; depende, antes, da capacidade das sociedades de se reconhecerem em seus laços sociais no cuidado cotidiano e na imaginação compartilhada. Hoje enfrentamos transformações profundas na ordem mundial. Esta parece atravessar um processo de fratura e instabilidade que evidencia a fragilidade do atual equilíbrio geopolítico e reaviva os temores de uma possível destruição em massa da humanidade, semelhante à que marcou os grandes conflitos bélicos do século XX. A proliferação de conflitos armados locais e as intervenções militares em diferentes países, muitas vezes justificadas por argumentos pouco convincentes, sugerem que o sistema de governança global está passando por um período de reconfiguração. Em certos aspectos, esse processo parece evocar as dinâmicas de organização da ordem internacional que surgiram após a Segunda Guerra Mundial. Os trabalhos que compõem o primeiro número do Volume 25 da Psicoperspectivas não respondem a uma chamada temática única, mas convergem -a partir de diferentes ângulos teóricos e empíricos- em torno das questões que esta editorial tentou articular: como se constitui a subjetividade em contextos de incerteza, que formas assume o mal-estar contemporâneo e de que maneiras emergem, nas margens e nos vínculos, novas possibilidades de vida coletiva. Os artigos aqui reunidos provêm de diferentes tradições disciplinares e contextos institucionais e, em sua própria diversidade, dão conta da vitalidade de uma psicologia que não renuncia a questionar seu próprio tempo.

Biografia do Autor

Rodrigo Piñones Valenzuela, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso

Psicólogo, Magíster y Doctor en Filosofía, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso.

María Isabel Reyes Espejo, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso

Doctorada en Psicología de la Comunicación: Interacción Social y Desarrollo Humano, por la Universidad Autónoma de Barcelona, España. Académica de la Pontificia Universidad Católica de Valparaíso. Es miembro del claustro del Doctorado en Psicología. Desde 2019 es Editora Jefe de la revista Psicoperspectivas, Individuo y Sociedad (ISSN 0718-6924). Investiga y enseña en el campo de la psicología comunitaria en el marco de los procesos de organización y desarrollo social. Actualmente estudia la participación de las mujeres en políticas públicas con alcance comunitario (sobre contextos rurales, en el campo de los cuidados y en el desarrollo de microemprendimientos) y las prácticas sostenibles en escuelas y comunidades rurales. Es socia fundadora de la Sociedad Chilena de Psicología Comunitaria y del colectivo NOTROS, comunidad, acción y reflexión.

Jacqueline Espinoza-Ibacache, Escuela de Psicología, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso (PUCV)

Acadêmica, Coordenadora do Doutorado em Psicologia na Escola de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso (PUCV). Doutora pelo Programa Pessoa e Sociedade no Mundo Contemporâneo e Mestre em Pesquisa e Intervenção Psicossocial pela Universidade Autônoma de Barcelona. Mestre em Psicologia Comunitária pela Universidade do Chile.

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Arquivos adicionais

Publicado

2026-03-15

Como Citar

Piñones Valenzuela, R., Reyes Espejo, M. I., & Espinoza-Ibacache, J. (2026). Da captura subjetiva à imaginação coletiva: contribuições para pensar outros mundos possíveis. Psicoperspectivas, 25(1). https://doi.org/10.5027/psicoperspectivas-Vol25-Issue1-fulltext-3700
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