Da captura subjetiva à imaginação coletiva: contribuições para pensar outros mundos possíveis
DOI:
https://doi.org/10.5027/psicoperspectivas-Vol25-Issue1-fulltext-3700Palavras-chave:
enquadramentos interpretatvos, percepção coletiva, produção de verdade, subjetividadeResumo
A possibilidade de outros mundos não depende da vontade política do momento, muito menos da mera inovação técnica; depende, antes, da capacidade das sociedades de se reconhecerem em seus laços sociais no cuidado cotidiano e na imaginação compartilhada. Hoje enfrentamos transformações profundas na ordem mundial. Esta parece atravessar um processo de fratura e instabilidade que evidencia a fragilidade do atual equilíbrio geopolítico e reaviva os temores de uma possível destruição em massa da humanidade, semelhante à que marcou os grandes conflitos bélicos do século XX. A proliferação de conflitos armados locais e as intervenções militares em diferentes países, muitas vezes justificadas por argumentos pouco convincentes, sugerem que o sistema de governança global está passando por um período de reconfiguração. Em certos aspectos, esse processo parece evocar as dinâmicas de organização da ordem internacional que surgiram após a Segunda Guerra Mundial. Os trabalhos que compõem o primeiro número do Volume 25 da Psicoperspectivas não respondem a uma chamada temática única, mas convergem -a partir de diferentes ângulos teóricos e empíricos- em torno das questões que esta editorial tentou articular: como se constitui a subjetividade em contextos de incerteza, que formas assume o mal-estar contemporâneo e de que maneiras emergem, nas margens e nos vínculos, novas possibilidades de vida coletiva. Os artigos aqui reunidos provêm de diferentes tradições disciplinares e contextos institucionais e, em sua própria diversidade, dão conta da vitalidade de uma psicologia que não renuncia a questionar seu próprio tempo.
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